A demolição da estrutura da tradicional Night Sound, na localidade da Quarta Linha, em Criciúma, marca o fim de uma história que atravessou gerações no Sul de Santa Catarina.
Durante décadas, o espaço foi ponto de encontro de jovens e adultos de diversas cidades da região, consolidando-se como um dos grandes símbolos da vida noturna criciumense.
A trajetória começou em 1977, quando o local abriu as portas com o nome Tia Joana. Em meados da década de 1980, passou a se chamar Disco Night Som e, no início dos anos 1990, adotou definitivamente o nome Night Sound, tornando-se referência em entretenimento e grandes noites de música.
Mais do que uma casa noturna, o espaço fez parte da história de milhares de pessoas. Foi cenário de encontros, amizades, namoros e lembranças que ficaram marcadas entre pistas lotadas, filas na entrada e madrugadas embaladas por músicas que marcaram época.
Segundo o colunista social criciumense Ney Lopes, que acompanhou a vida noturna da cidade por décadas, a Night Sound se tornou uma referência na região da Quarta Linha, reunindo frequentadores de diversas cidades do Sul do estado.
A casa também ficou marcada pela presença de DJs que ajudaram a construir a identidade da noite no local, como DJ Euzébio, Fusca e Rick Vieira, além de diversas bandas que passaram pelo palco ao longo dos anos.
Para quem hoje tem 40, 50 anos ou mais, a Quarta Linha carrega lembranças inevitáveis. A pergunta surge quase automaticamente: quem nunca foi à Night Sound?
Com o avanço das máquinas sobre o imóvel nesta semana, fica a nostalgia. A estrutura desaparece, mas a memória coletiva permanece viva. Mais do que a demolição de um prédio, o momento representa o encerramento simbólico de um capítulo importante da história da noite em Criciúma.





