Cerca de 20 ônibus utilizados no transporte coletivo de Criciúma foram retirados de circulação após uma decisão judicial que determinou a busca e apreensão de veículos da Expresso Coletivo Forquilhinha. A decisão foi expedida no último dia 18 pela Vara Estadual de Direito Bancário.
A determinação judicial estabelece que os ônibus somente poderão ser restituídos mediante o pagamento integral da dívida, incluindo parcelas vencidas e vincendas, além das custas processuais e honorários advocatícios. O débito gira em torno de R$ 6 milhões.
Com a redução de veículos em circulação, passageiros relatam dificuldades para utilizar o transporte coletivo em diferentes regiões da cidade. Usuários apontam redução na frequência das linhas e, em alguns casos, ausência de ônibus em determinados bairros e horários.
Diante da situação, a reportagem buscou posicionamentos de representantes ligados ao transporte coletivo. O presidente do Sindicato dos Motoristas de Criciúma, Clésio Fernandes, conhecido como Buba, foi procurado para comentar as apreensões e os impactos no serviço, mas não respondeu à reportagem.
Em contato com o Consórcio Criciumense de Transporte Urbano (CriBus), o Canal Criciúma foi informado de que os questionamentos deveriam ser direcionados à empresa concessionária do transporte coletivo, mas ela também não respondeu à reportagem.
Diante dos transtornos enfrentados pelos usuários do transporte coletivo, a Prefeitura de Criciúma informou que notificou formalmente o consórcio de empresas responsáveis pela operação do serviço e cobrou a normalização de todas as linhas.




