O namorado de Eduarda Perovano Salvaro, de 21 anos, teria usado uma faixa de pano para asfixiar e matar a jovem. Foi o que revelou o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) nesta terça-feira, dia 21, ao apresentar novos detalhes sobre o caso ocorrido em um apartamento no bairro Mina União, em Criciúma, no dia 17 de junho de 2026. Conforme a denúncia, o suspeito, de 24 anos, também escreveu uma suposta carta despedida da vítima, simulando que ela cometeu suicídio.
De acordo com a acusação, o denunciado teria causado a morte da companheira por estrangulamento, utilizando a faixa. Após a morte de Eduarda, ele teria mantido o corpo no apartamento por aproximadamente dois dias e feito alterações na cena do crime com a finalidade de simular um suicídio, inclusive elaborando a carta. A versão, entretanto, teria sido afastada pelos laudos técnicos produzidos durante a apuração dos fatos.
Ao acatar as investigações, o Juizado Especial Criminal e de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Comarca de Criciúma tornou o namorado réu. O crime teria sido cometido em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher, razão pela qual resultou na denúncia do acusado por feminicídio com as qualificadoras do emprego de asfixia, considerado meio cruel, e do uso de recurso que teria dificultado a defesa da vítima. Além do feminicídio, o MPSC ele também responderá o processo por fraude processual.
Com o recebimento da denúncia, o processo entra na fase de instrução, período em que serão produzidas provas e ouvidas testemunhas. Ao final dessa etapa, caberá ao Judiciário decidir se o réu será submetido a julgamento de júri popular. Na ação, além do julgamento e da condenação pelos crimes apontados, o promotor de Justiça Samuel Dal-Farra Naspolini pediu indenização de R$ 300 mil por danos patrimoniais e extrapatrimoniais em favor da família da vítima.




