09/07/2026 20h16 · Atualizado há 3 semanas

O empresário responsável pela SS Solar Energia, onde uma funcionária encontrou uma microcâmera escondida dentro da tomada do banheiro destinado aos funcionários, foi preso pela Polícia Militar (PM) no início da noite desta quinta-feira (9), no bairro Cristo Rei, em Içara.

A prisão ocorreu em cumprimento ao mandado de prisão preventiva expedido pela Vara Criminal da Comarca de Içara. Conforme a decisão judicial, a medida foi fundamentada na necessidade de garantir a ordem pública. Na prática, isso significa que o juiz entendeu que manter o investigado em liberdade poderia representar risco à sociedade ou comprometer o andamento do processo.

Relembre o caso

O caso veio à tona no dia 4 de março, quando uma funcionária encontrou uma microcâmera escondida dentro da tomada do banheiro da empresa, localizada às margens da SC-445, no bairro Vila Nova, em Içara.

À época, a Polícia Militar relatou que a vítima havia começado a trabalhar no setor de vendas da empresa poucos dias antes e utilizava o banheiro reservado aos funcionários quando percebeu uma luz intermitente saindo de uma tomada instalada no local.

Desconfiada da situação, ela decidiu verificar o equipamento e, ao abrir o dispositivo, encontrou uma microcâmera escondida no interior da tomada. Uma colega de trabalho confirmou o ocorrido aos policiais.

Durante a averiguação, os militares constataram que o equipamento realmente estava instalado na tomada e possuía um cartão de memória compatível com o armazenamento de imagens.

Na ocasião, o empresário esteve no local durante o atendimento da ocorrência. Segundo a PM, ele afirmou não saber do que se tratava a situação, alegando que o caso estaria causando transtornos no ambiente de trabalho.

Na ocorrência, os policiais apreenderam três celulares, um computador, um notebook e a microcâmera instalada na tomada, encaminhando os equipamentos para a continuidade das investigações.

Naquele momento, a Polícia Militar lavrou um Termo Circunstanciado (TC) pelos crimes de registro não autorizado da intimidade sexual e perturbação do trabalho ou sossego alheios.

Com o avanço da investigação, a Justiça decretou, no fim desta tarde, a prisão preventiva do empresário. O mandado foi cumprido pela PM poucas horas depois.

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