O ex-comandante da Polícia Militar (PM) de Nova Veneza, sargento da reserva Murilo Gonçalves – ao centro na imagem, foi preso preventivamente após descumprir Medidas Protetivas de Urgência (MPUs) concedidas pela Justiça. Ele está detido na sede da Companhia de Policiamento e Apoio Especializado (CPAE), no bairro Boa Vista, em Criciúma.
A prisão ocorreu diante de reiteradas denúncias de ameaças contra mulheres. Conforme apurado pela reportagem, atualmente existem ao menos três medidas protetivas em desfavor de Murilo. No intervalo de aproximadamente um ano, três mulheres diferentes obtiveram decisões judiciais para garantir proteção contra o ex-comandante, em razão de supostas ameaças de morte e comportamentos considerados agressivos e intimidatórios.
Em 2024, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da 12ª Promotoria de Justiça da Comarca de Criciúma, já havia solicitado a prisão preventiva do policial aposentado após o descumprimento das determinações judiciais. A medida teve como objetivo preservar a integridade física e psicológica das vítimas.
Entre as condutas atribuídas a Murilo, estão ameaças, envio insistente de mensagens, perseguições e a suposta divulgação indevida de conteúdo íntimo envolvendo uma das vítimas.
Por se tratar de prisão preventiva, não há prazo determinado para eventual concessão de liberdade. O sargento da reserva permanece à disposição da Justiça.
O Canal Criciúma tentou contato com o comandante do 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM), tenente-coronel Mário Luiz Silva, para saber se há instauração de Inquérito Policial Militar (IPM) a fim de apurar as condutas atribuídas ao ex-comandante. Até o fechamento desta matéria, não houve retorno.





