24/04/2026 12h48 · Atualizado há 3 meses

O Canal Criciúma recebeu, com exclusividade, vídeos do monitoramento urbano da Polícia Militar de Santa Catarina, encaminhados por policiais militares, que mostram o intenso tráfico de entorpecentes na região do “trilho”, no bairro Pinheirinho.

Segundo os militares, a prática foi monitorada ao longo de uma semana e revelou o problema diário ocorrido naquela região.

“É o dia inteirinho. De manhã, à tarde e à noite. A noite é mais difícil a câmera registrar, pois o local é escuro, então só dá pra ver isqueiros sendo acessos em fração de segundos. É o modo que os traficantes fazem para que os usuários saibam onde eles estão posicionados vendendo”, contou um dos policiais.

As imagens, registradas sob os olhos do Estado, por meio das próprias câmeras da PM, mostram usuários comprando drogas livremente, em plena luz do dia.

Um morador, que tem a casa às margens do trilho e não quis ser identificado por medo de represálias, afirmou que a prática ocorre de forma contínua, durante todo o ano.

“Faça sol, faça chuva. É o dia inteiro usuários comprando crack. Não tem hora. É a qualquer hora do dia. Não tem um dia sequer que não é visto usuários entrando com objetos para trocar por droga. São coisas que eles furtam na cidade. Fio, barra de ferro, frisos de fachada, tudo que vocês possam imaginar. Já vi até televisão e ar-condicionado. Como é que eles conseguem andar pelas ruas com essas coisas e não serem visto pela polícia?”, questionou.

O morador revelou ainda que as operações realizadas pela PM no trilho ocorrem eventualmente.

“Se acontece uma vez por mês é muito. Às vezes tem mês que nem acontece. Quando fazem operação aqui, divulgam nas redes sociais. Fica parecendo que só entram pra bater foto e dizer que estão aqui o tempo todo. Mas não estão”, criticou.

O tenente-coronel Mário Luiz Silva, comandante no 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Criciúma, afirmou, em um vídeo divulgado nas redes sociais nesta quinta-feira (23), que o local é dominado pelo Estado, por meio da atuação policial.

“Não existe lugar, não existe um local nessa cidade de Criciúma em que a polícia militar não entre”, informou.

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