12/05/2026 10h55 · Atualizado há 3 meses

A greve dos trabalhadores da educação infantil da Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc), iniciada nesta terça-feira (12), intensificou o impasse entre a entidade e o sindicato da categoria em torno das reivindicações salariais apresentadas pelos profissionais.

De acordo com a Afasc, o sindicato solicita a equiparação salarial entre os funcionários contratados pelo regime CLT e os professores da rede municipal aprovados em concurso público ou processo seletivo. Conforme estimativa da entidade, a medida resultaria em um aumento próximo de 60% na folha de pagamento.

A associação afirma que o percentual está acima da capacidade financeira atual da instituição e que o contrato vigente não comportaria um reajuste dessa magnitude sem comprometer o funcionamento das unidades de educação infantil.

Em nota, a Afasc manifestou preocupação com a continuidade dos serviços prestados à população. Atualmente, a entidade atende cerca de 5.841 crianças em Criciúma.

A instituição também destacou a importância social das creches, especialmente para famílias que dependem do atendimento para garantir alimentação, cuidados e a rotina das crianças durante o período de trabalho dos pais.

A paralisação já trouxe impactos para moradores do município. Muitos pais foram surpreendidos ao chegarem às unidades na manhã desta terça-feira e encontrarem atendimento parcial ou suspenso. Alguns relataram dificuldades para trabalhar por não terem onde deixar os filhos.

A greve segue por tempo indeterminado, enquanto sindicato e Afasc continuam as negociações em busca de um acordo.

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