28/05/2026 05h15 · Atualizado há 2 meses

Uma mulher de 36 anos foi indiciada pela Polícia Civil (PC) após admitir que inventou um assalto e acusou falsamente o próprio cunhado de roubo no bairro Linha Anta, em Criciúma.

A falsa denúncia, registrada na segunda-feira (25.mai), levou à prisão injusta de um homem de 51 anos até que a investigação comprovasse que nenhum crime havia ocorrido.

Na ocasião, a mulher relatou à Polícia Militar (PM) que havia sido amarrada dentro de casa pelo cunhado, que teria revirado a residência em busca de documentos e chaves antes de fugir com um GM/Corsa branco.

Com base nas informações repassadas pela suposta vítima, os militares localizaram o homem com o veículo em um estacionamento rotativo ao lado do Terminal Central, no Centro da cidade. Ele foi detido e encaminhado à delegacia pelo suposto roubo, após ser apontado pela denunciante como sendo o autor do crime.

Durante o procedimento policial, entretanto, o suspeito negou as acusações e apresentou uma versão diferente dos fatos. Segundo ele, o automóvel havia sido comprado de forma regular do próprio irmão, marido da denunciante, por cerca de R$ 16 mil. Naquele momento, porém, o homem não possuía a documentação necessária para comprovar a negociação e acabou sendo preso.

As circunstâncias do caso despertaram suspeitas e o fato passou a ser investigado pela 1ª Delegacia de Polícia de Criciúma. Durante as diligências, os investigadores reuniram imagens de câmeras de monitoramento, documentos da negociação e depoimentos de testemunhas, incluindo o marido da investigada.

As provas demonstraram que o veículo estava em um estacionamento rotativo nas horas em que o suposto roubo teria ocorrido. Além disso, o homem apresentou comprovantes relacionados à compra do automóvel, confirmando sua versão.

Confrontada com as evidências, a mulher confessou ter inventado toda a história. Segundo a PC, ela admitiu que o carro havia sido vendido ao cunhado, mas afirmou ter se arrependido do negócio por ter ficado sem veículo. Para recuperar o automóvel, decidiu criar a falsa narrativa e acusá-lo do crime.

Com a conclusão do inquérito, a mulher foi indiciada por denunciação caluniosa. O procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências cabíveis.

De acordo com a PC, a pena para esse crime pode variar de dois a oito anos de reclusão, além de multa. A investigada também poderá responder civilmente pelos prejuízos causados ao homem acusado injustamente.

A instituição ressaltou ainda a gravidade desse tipo de ocorrência, destacando que acusações falsas podem resultar na prisão de inocentes e no desvio de recursos públicos que deveriam ser empregados na investigação de crimes reais.

Este é o quarto caso registrado em Criciúma nos últimos dois meses em que investigações comprovaram falsas acusações contra pessoas inocentes.

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