O cabo da Polícia Militar (PM) Armando Rocha de Souza, lotado no 9º Batalhão de Polícia Militar (9º BPM) de Criciúma sugeriu, em tom ameaçador, “dar um chega pra lá” no responsável pelo Canal Criciúma, Renato Rodrigues. A manifestação ocorreu em um grupo de WhatsApp que reúne quase 300 policiais militares da cidade, incluindo o comandante da unidade, Tenente-coronel Mário Luiz Silva.
A declaração foi feita após o Canal Criciúma divulgar, com exclusividade, capturas de tela que mostram o major da Polícia Militar de Criciúma, Giovanni Fagundes dos Santos, solicitando a identificação de Rhuan Felicidade Clarinda Silva, o MC RH, que, no dia seguinte à solicitação feita por Giovanni, alega ter sido agredido em sua própria casa por policiais militares.
A suposta retaliação teria ocorrido após ele comentar “Bração” em uma publicação sobre a queda de um policial das Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam), na quinta-feira, dia 2. O policial chegou a ficar na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas passa bem.
Grupo inclui o comandante do 9º Batalhão de Polícia Militar de Criciúma
O grupo de mensagens “9º BPM Ocorrência”, segundo informações apuradas pela reportagem, é utilizado para o compartilhamento de ocorrências policiais e também para discussões sobre notícias locais. No entanto, a atuação do Canal Criciúma, marcada pela divulgação de informações de interesse público de forma imparcial, teria colocado o veículo na “mira” de alguns integrantes da corporação.
Diante do teor intimidatório da mensagem, uma denúncia será formalizada junto ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) nesta semana, além do registro de uma queixa-crime. Até o momento, a PM não se manifestou oficialmente sobre o conteúdo das mensagens.
Liberdade de Imprensa
O episódio gera um alerta sobre o cerceamento da atividade jornalística e os riscos à liberdade de expressão em Criciúma.
A tentativa de intimidação contra profissional de imprensa, especialmente quando parte de agentes de segurança, compromete o acesso da comunidade à informação imparcial.
O Canal Criciúma não será silenciado, tampouco poupará esforços na apuração dos fatos pelos órgãos de controle.





