Um jovem de 19 anos, morador do bairro Renascer, em Criciúma, registrou um boletim de ocorrência após relatar que policiais militares teriam entrado em sua residência sem autorização judicial enquanto ele estava no trabalho. O caso ocorreu por volta das 11h30 desta terça-feira, dia 7.
De acordo com o relato, o jovem estava em seu local de trabalho quando foi informado por sua mãe de que havia policiais no interior do imóvel. Por conta das atividades profissionais, ele não conseguiu sair imediatamente, mas comunicou o fato ao empregador e pediu autorização para ir até a residência.
Ao chegar no local, o morador afirma ter encontrado a casa em completo estado de desordem. Segundo ele, havia luzes acesas e diversas peças de roupa espalhadas pelo chão, embora estivessem guardadas no guarda-roupa antes do ocorrido.
O denunciante ressaltou que, no momento da entrada dos agentes, a residência estava totalmente vazia. Ele também destacou que o imóvel possui muro alto e que o portão estava fechado e trancado com cadeado, sem qualquer autorização para a entrada de terceiros.
Ainda conforme o boletim de ocorrência, vizinhos apresentaram vídeos que mostram a presença de policiais nas proximidades da casa. Em uma das gravações, um dos agentes aparece utilizando uma escada para transpor o muro e acessar o pátio do imóvel, permanecendo no local por alguns minutos antes de sair da mesma forma.
O jovem afirma não possuir antecedentes ou envolvimento com práticas ilícitas e disse estar preocupado com a conduta dos policiais. Ele também revelou ter receio de que objetos possam ter sido inseridos na residência sem seu conhecimento, o que poderia gerar prejuízos indevidos.
Segundo o relato, não foi apresentado mandado judicial que autorizasse a entrada no imóvel, o que, em tese, pode configurar violação ao princípio constitucional da inviolabilidade do domicílio.
Por fim, o morador confirmou que possui os vídeos que comprovam a ação e se colocou à disposição das autoridades para colaborar com a apuração dos fatos. Ele disse ainda sentir-se constrangido e inseguro diante da situação.
O que diz o advogado de defesa
Para o advogado criminalista Frank Bez Fontana, que representa o jovem, há indícios de irregularidades na conduta dos agentes.
O defensor acrescentou que após o ocorrido, seu cliente ficou preocupado com a situação.
Fontana destacou que respeita o trabalho da Polícia Militar, mas reforçou a necessidade de cumprimento da lei.
A defesa finalizou informando que o caso será levado às autoridades competentes.
A reportagem tentou contato com a Polícia Militar, mas, até a publicação desta matéria, não houve manifestação.





