A cabo do Corpo de Bombeiros Militar (CBM), Karoline Farias Rossafa, usou as redes sociais para relatar a frustração de ter perdido a prova de um concurso interno para promoção à graduação de sargento após chegar atrasada ao local de aplicação, em Criciúma.
Em vídeo publicado logo após o ocorrido, a militar contou que acabou se perdendo no trajeto, apesar de frequentar a cidade com frequência. Segundo ela, ficou cerca de 20 minutos circulando pela região sem encontrar o local da prova.
A cabo relatou que chegou ao local poucos minutos após o fechamento dos portões e, por isso, não pôde realizar a avaliação.
Durante o desabafo, a militar demonstrou tristeza por perder a oportunidade após se preparar para o concurso.
Em outro momento do vídeo, Karol reconheceu que o episódio serve de aprendizado e destacou a importância de sair de casa com antecedência.
A cabo também questionou a necessidade de submeter profissionais experientes a uma nova avaliação para ascender na carreira.
A avaliação perdida por Karol fazia parte de um concurso interno voltado aos cabos do CBM, integrantes do quadro de praças da corporação, que também é composto por soldados, sargentos e subtenentes. Na instituição, soldados podem participar de concursos internos para ascender à graduação de cabo, enquanto cabos podem disputar vagas para a graduação de sargento. Esses processos seletivos permitem uma progressão mais rápida na carreira em comparação ao avanço exclusivamente pelo tempo de serviço.
Já os oficiais da corporação, como tenentes, capitães, majores e tenentes-coronéis, seguem uma carreira distinta até chegarem a coronel e não são submetidos a concursos internos para promoção entre os postos da carreira de oficial. A progressão ocorre conforme critérios previstos na legislação, incluindo o tempo de serviço. O mesmo modelo é adotado na Polícia Militar.
A diferença entre as carreiras também se reflete na remuneração. Enquanto soldados, cabos, sargentos e subtenentes recebem salários que variam entre aproximadamente R$ 8 mil, R$ 9,5 mil, R$ 14,8 mil e R$ 19 mil, respectivamente, oficiais como tenentes, capitães, majores, tenentes-coronéis e coronéis possuem remunerações que giram em torno de R$ 23 mil, R$ 27 mil, R$ 31 mil, R$ 35 mil e R$ 38 mil.
Foi justamente a necessidade de se submeter a uma prova para avançar na carreira, mesmo após 15 anos de serviço prestado à corporação, que motivou parte da insatisfação demonstrada por Karol no vídeo publicado nas redes sociais. Apesar da frustração, a militar encerrou o vídeo tentando extrair uma lição da situação.
O relato repercutiu nas redes sociais e gerou manifestações de apoio à bombeira militar, além de comentários sobre os desafios enfrentados por candidatos em dias de prova.
Até o momento desta publicação, o vídeo compartilhado por Karol em seu perfil pessoal já acumulava mais de 30 mil visualizações, além de mais de 1,1 mil curtidas e mais de 150 comentários.
Influenciadora digital, comunicadora, mãe e integrante do Corpo de Bombeiros Militar, Karol soma atualmente mais de 16 mil seguidores só no Instagram. O desabafo gerou bastante repercussão entre seus seguidores, que deixaram mensagens de apoio e relataram situações semelhantes envolvendo atrasos em concursos e processos seletivos.





