19/03/2026 14h34 · Atualizado há 4 meses

O servidor contratado Victor Bez Bati Bahia Vianna, de 38 anos, é apontado como um dos investigados na Operação Cavalo de Tróia. Vianna foi contratado para trabalhar no Presídio Regional de Criciúma em junho de 2022, por meio de Admissão em Caráter Temporário (ACT).

A operação ocorre em apoio ao Procedimento Investigatório Criminal conduzido pela 15ª Promotoria de Justiça de Criciúma. A ação foi deflagrada na manhã desta quinta-feira, dia 19, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Regional de Garantias da Comarca de Criciúma, sendo cumpridos três mandados de busca e apreensão em unidade prisional no município e em endereços ligados ao servidor, que também teve a suspensão do exercício da função pública determinada.

A operação tem como objetivo apurar possível crime de violação de sigilo funcional por parte do servidor, consistente no repasse de informações sensíveis obtidas em razão do cargo, bem como eventual descumprimento dos deveres inerentes à função.

Além disso, a fase ostensiva da investigação busca confirmar a possível prática de corrupção ativa por particular, mediante oferta de vantagem indevida para a entrada de aparelhos celulares no sistema prisional catarinense.

Os materiais de relevância investigativa apreendidos durante as diligências serão encaminhados à Polícia Científica, que realizará exames e emitirá os laudos periciais. Essas evidências serão analisadas pelo Gaeco para dar prosseguimento às diligências investigativas, identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração de eventual rede criminosa.

Operação Cavalo de Tróia

A operação recebeu o nome de Cavalo de Tróia em referência à estratégia militar da Guerra de Troia, quando soldados gregos construíram um enorme cavalo de madeira, oco por dentro, para esconder combatentes e se infiltrar na cidade de Troia, protegida por muralhas impenetráveis.

Gaeco

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público de Santa Catarina é composto pela Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar, e tem como finalidade a identificação, prevenção e repressão às organizações criminosas.

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